Antes do aceite

A qualidade começa pelo que decidimos aceitar — e pelo que decidimos não aceitar.

Independência técnica só é real quando aparece na triagem, no tratamento de dados, nos critérios de aceite e nos limites da atuação.

01

Aderência técnica

A demanda precisa estar dentro do campo de atuação e ser formulável como objeto médico-pericial.

02

Conflito de interesses

Situações com potencial conflito ou incompatibilidade devem ser identificadas e avaliadas antes da formalização.

03

Suficiência e finalidade

Quando a pergunta está mal delimitada ou a documentação é insuficiente, o escopo precisa ser ajustado antes de qualquer conclusão.

Durante o trabalho

Minimização de dados

Dados de saúde só devem ser solicitados quando necessários à finalidade definida.

Acesso restrito

Informações sensíveis devem permanecer limitadas às pessoas autorizadas e envolvidas no escopo.

Rastreabilidade

A análise deve permitir identificar quais elementos sustentam cada interpretação relevante.

Comunicação responsável

Análise médica, decisão jurídica, decisão empresarial e decisão securitária permanecem papéis distintos.

O que a Evidência Médica não usa como argumento comercial

  • promessa de vitória, deferimento ou reversão de laudo;
  • percentual de resultado sem base auditável;
  • conclusão pré-definida antes da análise;
  • solicitação indiscriminada de prontuários e exames no primeiro contato;
  • uso de pós-graduação como título de especialidade médica sem o registro profissional correspondente.

Governança

Antes de aceitar uma demanda, precisamos saber se ela pode ser analisada com competência, independência e finalidade definida.

O primeiro contato serve para compreender o contexto e verificar aderência antes de qualquer envio de documentação sensível.

O contato inicial pode ser feito sem documentos médicos sensíveis.